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Uma rede de serviços integrados para o agricultor

 

O relógio de pulso analógico mais antigo do qual se tem registro foi dado à rainha Elizabeth I da Inglaterra no século XVI. Depois disso, os modelos seguintes perduraram séculos sendo úteis para fazer uma única coisa: informar a passagem do tempo.
Aparelhos que cumprem uma única função são pouco comuns atualmente e geram estranheza nas gerações mais jovens. A integração de diferentes funções em um único aparelho ou sistema é uma tendência que começou muito antes dos relógios modernos. O conceito de televisões “inteligentes” já existia no Japão na década de 1980 e há mais de uma década já tínhamos celulares com algum poder de conexão à internet. Portanto, tudo já nos mostrava que a integração seria mesmo uma tendência para a sustentabilidade dos produtos que se propunham a ser “smart”.
Ser “smart” no agronegócio também envolve integração e, da mesma forma, isso foi sendo conquistado com o tempo. Uma máquina agrícola que executasse uma única função provavelmente atenderia muito bem uma demanda do início do século XX, mas nos dias de hoje deixaria muito a desejar. Isso porque o campo está tão fortemente conectado com cloud computing e com processamento de dados que não existe mais espaço para a “monofunção”. Cada vez mais sensores e circuitos estarão presentes abaixo e acima do solo dos campos cultivados com as mais diversas culturas agrícolas em todas as partes do mundo. Assim, fornecedores, produtores e clientes estarão ainda mais conectados, podendo compartilhar informação e aprender quase que em tempo real.
Isso nos leva ao próximo passo da evolução no atendimento ao agricultor: a integração de serviços. Empresas que aspiram manter a fidelidade de seus clientes deverão garantir a entrega de uma experiência completa, ampliando o leque das soluções que procuram caminhar para um modelo de negócios “full service” – ou seja, um atendimento que atenda todas as necessidades e desejos do consumidor dentro do segmento em que atuam. 
Para entender isso melhor, coloque-se na pele de um agricultor que atinge altos níveis de produtividade e rentabilidade em seu negócio. Bom, você acaba de se tornar um dos melhores tomadores de decisões importantes, pois você faz isso mais de 50 vezes ao longo de uma única safra. E você conta com a ajuda de fornecedores de diferentes formas, não só para a tomada de decisão, bem como para conseguir os melhores produtos e serviços do mercado. Agora imagine se um desses fornecedores oferecesse não só um sistema de irrigação comum, mas um que incorpore um tipo de inteligência artificial que garanta maior eficiência e economia de água. E quem sabe ainda um segundo fornecedor te apresente um serviço de proteção de cultivos que inclua o defensivo agrícola e também um drone que mapeie a lavoura para detectar pragas específicas. O apelo desses diferenciais é grande e, de acordo com o preço proposto e o valor que você dá a eles, você provavelmente tenderá a fechar contratos promissores.
Uma outra forma de integração que vem se caracterizando como um bom exemplo é a Rede AgroServices (http://www.redeagroservices.com.br). Essa plataforma digital tem como objetivo promover o debate de temas relativos ao desenvolvimento da agricultura brasileira. Nela, o agricultor pode se conectar a uma verdadeira rede online composta por importantes players que incluirão pesquisadores, prestadores de serviço e distribuidores, aumentando a possibilidade de troca colaborativa de conhecimentos e oportunidades de negócios. 
É possível que algumas pessoas continuem gostando do conceito do relógio analógico monofuncional, mas isso não funciona mais para a agricultura. O produtor está sempre em busca da máxima produtividade e vê com bons olhos os serviços que resolvam seus problemas de forma integrada. Depois de smart TV e smartphone, chegou a smart agricultura.
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