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Tratamento industrial de sementes. Vale a pena?

 

Para quem não trabalha diretamente com a agricultura, é possível que a semente seja apenas mais uma estrutura vegetal dura e aparentemente inerte. Mas que valor tem a semente para o agricultor! É ela que armazena todo o potencial de formação de uma planta inteira e tem, em si, todas as informações e energia necessárias para que os primeiros processos da vida de um novo vegetal possam acontecer.

Esses argumentos já são suficientes para percebermos o quão importante é protegermos a semente de potenciais riscos, principalmente outros organismos que podem atacá-la. Uma das formas encontradas para se garantir uma maior proteção é o tratamento de sementes industrial, ou TSI. Ele consiste na aplicação de certos ingredientes sobre as sementes que combaterão microrganismos (como fungos e bactérias) e até pragas como insetos e nematoides. Defensivos químicos bem estabelecidos dividem espaço com produtos biológicos, neste caso organismos microscópicos que são benéficos para a planta por meio de suas ações inseticidas e fungicidas. E a proteção é apenas uma parte da história, uma vez que certos tratamentos também podem cumprir funções análogas a fertilizantes e fortificadores clássicos.

Reconhecendo a importância do tema, a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (ABRASEM) publicou o Guia ABRASEM de Boas Práticas de Tratamento de Sementes, que tem como objetivo educar usuários a adotarem Boas Práticas de Manejo relacionadas à utilização do tratamento de sementes e das sementes tratadas, voluntariamente. O guia se apresenta como uma referência que o produtor pode acessar integral ou parcialmente, e traz informações relevantes, como o panorama nacional, uso seguro, meio ambiente, escolha de produtos e muito mais, incluindo o tratamento industrial.

Para ser considerado TSI, é indispensável que o tratamento faça uso de polímeros que contribuam com a adesão dos produtos aplicados à semente. Além disso, as técnicas, insumos, máquinas e equipamentos são específicos e utilizados por profissionais especializados. Isso resulta em melhorias no processo, uma vez que a taxa de aplicação recomendada é bem mais controlada (quanto à dose e qualidade de recobrimento). Ainda, ao adquirir sementes tratadas, o agricultor reduz os riscos de se contaminar, ou contaminar seus funcionários ou o meio ambiente – um risco maior quando os procedimentos são executados por pessoal não capacitado ou quando não há um planejamento estruturado.

Um benefício adicional para o produtor está na praticidade ao optar por adquirir sementes já tratadas. Diferentemente de quando o tratamento é feito fora das práticas, a compra de sementes submetidas ao TSI facilita o manejo no momento do plantio: basta que o agricultor abasteça as plantadeiras e inicie o plantio, economizando certos recursos e esforços logísticos. As vantagens ficam claras quando os custos de mão de obra e o investimento de tempo são colocados na ponta do lápis.

Assim, vemos que o TSI contribui muito na proteção da área de cultivo, sendo um fator determinante para o desenvolvimento e estabelecimento de culturas vigorosas. Os processos industriais de tratamento existem para que melhores resultados sejam alcançados, maximizando todo o potencial contido na semente, a valiosa geradora de vida no campo.

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